Documentação · especificações do OFX

Versões do formato OFX: especificações, datas e o que mudou

Referência das versões do OFX — de 1.0.2 a Banking 2.3 —, com a data de cada especificação, o valor que ela grava no cabeçalho do arquivo, o que acrescentou e onde baixar o documento oficial.

Atualizado em 14/08/2026

O que este site gera OFX 1.0.2 · VERSION:102 Corpo em SGML, o dialeto que os sistemas de gestão brasileiros importam.
Versão vigente do padrão OFX Banking 2.3 Publicada em outubro de 2020, corpo em XML, mantida pela Financial Data Exchange.

Todas as versões do OFX

A coluna VERSION é o valor literal que a versão grava no cabeçalho do arquivo — é por ele que um importador reconhece o dialeto. Um travessão marca o que a mantenedora não publica.

OFX 1.x — corpo em SGML

A linhagem que os sistemas de gestão brasileiros leem. Cabeçalho em linhas chave:valor, etiquetas de valor sem fechamento.

Versão VERSION Publicação O que entrou Especificação
1.0.2 102 mai/1997 A primeira versão amplamente implantada. Cobre extrato bancário, cartão, investimento, pagamentos e perfil da instituição — tudo, menos apresentação de faturas. Capítulos (.doc) + DTDs
1.5.1 151 Acrescenta apresentação de faturas (bill presentment). O DTD dela é superconjunto do 1.0.2, então serve aos dois. não distribuída
1.6 160 out/1999 A última especificação SGML. Refina agregados existentes (tudo opcional, condicionado ao perfil da instituição) e passa a aceitar ENCODING:UTF-8, que antes era UNICODE. Especificação (.pdf) + DTD
1.0.3 103 mai/2006 O 1.0.2 com autenticação multifator: novas etiquetas no sign-on e no perfil. Nove anos depois do 1.0.2, e sem passar pelo 1.6. Capítulos (.doc) + DTDs

OFX 2.x — corpo em XML

Mesma hierarquia de dados, sintaxe XML válida: declaração no topo, tudo fechado, validação por schema.

Versão VERSION Publicação O que entrou Especificação
2.0 200 A virada: passa a exigir conformidade com XML de clientes e servidores. Traz extrato de plano 401(k) e, no adendo fiscal, os formulários 1099 e W-2. não distribuída
2.0.1 201 Estorno de operação de investimento, lista livre de saldos no extrato e identificação do emissor da fatura no pagamento. não distribuída
2.0.2 202 Só esclarecimentos de texto e correção de erros de redação do 2.0.1. não distribuída
2.0.3 203 mai/2006 O 2.0.2 com autenticação multifator. É o 2.1.1 sem empréstimo, imagem e fechamento de investimento — documento menor, mais fácil de percorrer. Especificação (.pdf) + schemas
2.1 210 Empréstimos, download de imagem (do comprovante ao extrato) para conta, cartão, investimento e empréstimo, e o Automatic 1-Way OFX. não distribuída
2.1.1 211 mai/2006 O 2.1 com a mesma autenticação multifator que o 1.0.3 e o 2.0.3 receberam no mesmo dia. Especificação (.pdf) + schemas
2.2 220 nov/2017 Autenticação por token no modelo OAuth, elementos novos voltados a agregadores de dados e reconciliação entre o schema principal e o fiscal, que haviam divergido desde o 2.1.1. Especificação (.pdf) · Schemas (.zip)
2.2.1 221 Sobe o VERSION do cabeçalho de 220 para 221, admite HTTP 1.x mais recente e acrescenta <DTUSERUP> ao sign-on. A FDX publica só os schemas. Schemas + Tax 2.0 (.zip)
Banking 2.3 vigente out/2020 A parte fiscal sai do documento principal, que passa a se chamar OFX Banking. É a versão vigente da especificação bancária. Especificação (.pdf) · Schemas (.zip) · Pacote completo (.zip)

Extensões

Documentos à parte, escritos sobre uma versão-base. Não substituem a especificação principal nem definem um VERSION próprio.

Versão VERSION Publicação O que entrou Especificação
Agregação 1.0 jan/2005 Escrita sobre o 2.0.2: acesso multiusuário e multiconta para agregadores, com registro de autenticação próprio, e um conjunto de mensagens para programas de pontos. Especificação (.doc)
Tax 2020.0 out/2020 Primeira extensão fiscal com versionamento por ano-calendário, referente ao ano fiscal de 2020. Especificação (.pdf) · Pacote completo (.zip)
Tax 2021.0 out/2021 Ano fiscal de 2021 — e, segundo a própria FDX, utilizável também para os anos de 2022 a 2024. Especificação (.pdf) · Pacote completo (.zip)
Tax 2025.0 dez/2025 Ano fiscal de 2025, com os schemas dos formulários 1095, 1097, 1098, 1099, 2439, 5498, K-1, W-2 e W-2G. Especificação (.pdf) · Pacote completo (.zip)
Tax 2026.0 vigente jul/2026 Ano fiscal de 2026: entram o 1098-VLI (juros de financiamento de veículo) e o 5498-TA. É a extensão fiscal vigente. Especificação (.pdf) · Pacote completo (.zip)

Os arquivos são servidos pela página do grupo de trabalho OFX na FDX, a mantenedora atual do padrão. Este site não hospeda cópia das especificações.

Onde o arquivo declara qual versão ele fala

Antes de ler qualquer lançamento, o programa que importa um extrato lê a declaração do topo do arquivo — e é ali que a versão está escrita. Dois números convivem nessa declaração, e trocá-los é a origem de boa parte das dúvidas.

  • OFXHEADER descreve o cabeçalho, não o conteúdo. Só há dois valores em circulação: 100, do cabeçalho em texto puro das versões 1.x, e 200, do cabeçalho em XML que estreou no 2.0. Ele muda quando um programa antigo não conseguiria nem terminar de ler o topo do arquivo.
  • VERSION descreve a especificação que rege o conteúdo, num número de três dígitos sem pontos: 102 é 1.0.2, 160 é 1.6, 211 é 2.1.1, 221 é 2.2.1.

A forma muda de uma linhagem para outra. No 1.x, cada campo ocupa uma linha:

OFXHEADER:100 · DATA:OFXSGML · VERSION:102

No 2.x, tudo vira uma instrução de processamento única, depois da declaração XML:

<?OFX OFXHEADER="200" VERSION="211" SECURITY="NONE" OLDFILEUID="NONE" NEWFILEUID="NONE"?>

Vale lembrar de onde essa numeração veio. O OFX nasceu como conversa entre dois programas: o cliente anunciava o maior VERSION que sabia falar, e o servidor respondia na mesma moeda — ecoando aquele valor ou baixando para um que soubesse atender, e usando apenas etiquetas que o outro lado conseguisse processar. O arquivo que você baixa do internet banking é o lado final dessa negociação, gravado em disco. O número que sobrou nele é o resultado do acordo, não uma preferência do banco.

A linhagem 1.x: nove anos de SGML

A primeira especificação amplamente implantada é a 1.0.2, de 30 de maio de 1997. Ela já descrevia quase tudo que se usa hoje — conta corrente, cartão, investimento, pagamentos e o perfil da instituição —, deixando de fora apenas a apresentação de faturas, que chegaria na 1.5.1. Como o dicionário de etiquetas da 1.5.1 continha o da 1.0.2 inteiro, um mesmo servidor conseguia atender aos dois públicos sem manter duas implementações.

A 1.6, de 18 de outubro de 1999, fecha a linhagem: é a última especificação com corpo em SGML. As novidades dela são refinamentos opcionais, que um cliente só deve usar se a instituição declarar suporte no próprio perfil. Uma mudança pequena dessa versão tem efeito direto por aqui: a partir dela o campo ENCODING passou a aceitar UTF-8, onde antes o valor previsto era UNICODE. Num extrato em português, cheio de cedilha e til em nome de fornecedor, é a diferença entre o histórico chegar legível ou virar um amontoado de símbolos.

E então, em 1º de maio de 2006, aconteceu a coisa mais estranha da história do formato: saiu a 1.0.3 — a 1.0.2 acrescida de autenticação multifator, com etiquetas novas no sign-on e no perfil da instituição. Nove anos depois da versão que ela estende, e pulando por cima da 1.6. No mesmo dia foram publicadas a 2.0.3 e a 2.1.1, com exatamente a mesma adição. Não foi coincidência: em 2006 havia três linhas de compatibilidade vivas em produção, e a autenticação em duas etapas tinha de existir em todas, sem obrigar ninguém a migrar de linhagem.

A linhagem 2.x: XML, imagens e OAuth

A 2.0 é a virada de sintaxe: passou a exigir de clientes e servidores conformidade com XML. No conteúdo, trouxe o extrato de plano de aposentadoria 401(k) e, num adendo, os formulários fiscais 1099 e W-2 — dois assuntos que dizem muito sobre onde o padrão era usado.

Daí em diante as revisões são incrementais e cada uma tem um tema claro:

  • 2.0.1 — estorno de operação de investimento, lista livre de saldos dentro do extrato e identificação do emissor da fatura no pagamento.
  • 2.0.2 — só esclarecimentos de redação.
  • 2.1 — empréstimos, download de imagem (o documento digitalizado ligado a um lançamento) e o Automatic 1-Way OFX, para atualização de dados sem interação do usuário.
  • 2.0.3 e 2.1.1 — a autenticação multifator de 2006, cada uma sobre a sua base.

Há uma pegadinha útil aqui, e é a própria mantenedora quem a aponta: a 2.0.3 equivale à 2.1.1 sem empréstimo, imagem e fechamento de investimento. Se o assunto que você precisa consultar não é nenhum desses, ela é o documento menor e mais rápido de percorrer — mesmo conteúdo, várias centenas de páginas a menos.

Depois de onze anos parada, a linhagem voltou a andar com a 2.2, de 26 de novembro de 2017, que trocou o modelo de autenticação por token no padrão OAuth, acrescentou elementos pensados para agregadores de dados e reconciliou o schema principal com o fiscal, que haviam se afastado desde 2006. A 2.2.1 subiu o VERSION para 221. E a Banking 2.3, de outubro de 2020, fez o corte que vale para hoje: a parte fiscal saiu do documento principal, que passou a se chamar OFX Banking e deixou de precisar de uma revisão anual só porque a receita americana mudou um formulário.

Extensões: agregação e o imposto de renda americano

Nem tudo que leva o nome OFX é uma versão da especificação principal. Duas famílias de documentos vivem à parte, escritas sobre uma versão-base e sem VERSION próprio.

A especificação de agregação 1.0, de 30 de janeiro de 2005, é a mais antiga delas. Ela foi escrita sobre a 2.0.2 e responde a um problema específico: o de um serviço que acessa contas de muitos usuários em muitas instituições. Para isso criou um registro de autenticação próprio e um jeito de listar credenciais por usuário — além de, por razões de época, um conjunto de mensagens para consultar saldo de programas de pontos.

A extensão fiscal é a que continua em movimento, e explica por que a numeração do OFX parece ter saltado para anos. Desde 2020 ela é versionada por ano-calendário — 2020.0, 2021.0, 2025.0, 2026.0 — para casar com o ano fiscal americano; a de 2021.0 serve também aos anos de 2022 a 2024. O conteúdo é a transmissão eletrônica dos informes de rendimento dos Estados Unidos: 1099 em todas as variações, W-2, os anexos K-1, o 5498. Para quem concilia extrato no Brasil, essa família é irrelevante na prática — mas é ela que responde por que a especificação bancária "parou" na 2.3: o que muda todo ano agora é um documento separado.

Qual versão este site gera — e o que fazer se o seu sistema recusar

O Converter OFX emite uma única versão: OFXHEADER:100, DATA:OFXSGML, VERSION:102. É o dialeto de 1997, e a escolha é deliberada — quem decide não é quem gera o arquivo, e sim quem o importa. O raciocínio completo está no guia sobre o que é o formato OFX.

Na prática, isso vale para qualquer um dos bancos e instituições da lista de conversores: o extrato entra em PDF e sai no mesmo dialeto, seja ele do Itaú ou de uma cooperativa de crédito.

Quando um sistema recusa o arquivo, a versão raramente é a causa. Antes de procurar uma conversão para 2.x, vale eliminar o que de fato costuma estar errado — código do banco, tipo de conta, data fora do período, identificador repetido —, e o caminho para isso é o guia de erros comuns ao importar OFX junto com a conferência antes de importar. Para abrir o arquivo e mexer campo a campo, o editor de OFX mostra o que cada etiqueta significa.

Se o seu software realmente exigir XML e recusar o SGML — o que é raro entre os sistemas brasileiros —, nos avise pelo contato dizendo qual é ele. É o tipo de informação que decide se vale a pena gerar as duas versões.

O que vem dentro de cada pacote

Os arquivos oficiais não são só o texto da especificação: cada pacote traz também a gramática formal contra a qual um arquivo pode ser validado. O que muda de uma linhagem para outra é o formato dessa gramática.

  • 1.x — os capítulos vêm em documentos do Word, separados em partes, acompanhados dos DTDs: ofxmain.dtd puxa os demais, e cada assunto tem o seu (ofxbank.dtd, ofxinv.dtd, ofxbill.dtd, ofxprof.dtd, ofxsign.dtd).
  • 2.x — a especificação vem em PDF único e a gramática, em XSD. É o que permite validar um arquivo com ferramenta de XML comum, sem escrever um leitor.
  • Pacote completo — quando existe, junta o PDF e os schemas num download só.

Um detalhe do pacote da 1.0.3 mostra que essas gramáticas são levadas a sério: ele foi reeditado, sob o mesmo número de versão, apenas para renomear uma etiqueta de autenticação cujo nome no texto não batia com o dos schemas. Um arquivo readme.txt de três linhas documenta a troca. É o tipo de correção que não muda uma vírgula do que o formato faz, e ainda assim vale um relançamento — porque, para quem valida, uma etiqueta com dois nomes é um documento inválido.

Quem mantém o OFX hoje

A especificação foi criada em 1997 por Microsoft, Intuit e CheckFree, e a manutenção passou depois para a Financial Data Exchange (FDX), com um grupo de trabalho dedicado ao OFX e a participação de instituições financeiras e provedores de agregação. Os documentos ficam publicados na área desse grupo — e é para lá que apontam os links desta página.

Duas observações para quem for procurar por conta própria. A primeira: o endereço histórico do padrão, ofx.net, não hospeda mais os arquivos; links antigos para lá não levam a lugar nenhum, o que faz muito resultado de busca envelhecido apontar para o vazio. A segunda: baixar não custa nada e não exige cadastro. A licença publicada em toda especificação é explícita nesse ponto — concede a qualquer parte, em qualquer lugar e sem prazo, o direito de usar o padrão para fabricar, usar e vender produtos que o cumpram, sem pagar royalties. Foi essa cláusula que permitiu ao formato sobreviver às empresas que o criaram.

Tem o extrato em PDF e precisa dele em OFX?

Abrir o conversor

Perguntas frequentes

Qual versão de OFX eu devo usar para importar no meu sistema?

Na prática, a 1.0.2 (VERSION:102). É o dialeto que os sistemas de gestão e contabilidade brasileiros leem sem reclamar, e é o que o Converter OFX gera. Só procure outra versão se o próprio software pedir isso por escrito.

O OFX 2.x é melhor que o 1.0.2?

Tecnicamente sim: o corpo é XML válido, com todas as etiquetas fechadas e validação por schema. Mas quem decide é o programa que vai importar o arquivo, e a maioria dos importadores nacionais foi escrita para o dialeto SGML do 1.x. O arquivo mais moderno é, com frequência, o que falha.

O que significa o VERSION:102 no começo do arquivo?

É a versão da especificação que descreve o conteúdo, escrita como três dígitos sem pontos: 102 é a 1.0.2. Não confunda com o OFXHEADER, que na mesma declaração informa a versão do cabeçalho — 100 nas versões 1.x e 200 nas 2.x.

Preciso baixar a especificação para converter um extrato?

Não. A especificação interessa a quem escreve software que lê ou gera OFX. Para converter um extrato em PDF basta enviar o arquivo no conversor; o formato de saída já sai pronto para importação.

A especificação do OFX é paga?

Não. Os documentos são publicados abertamente pela Financial Data Exchange e a licença impressa neles concede uso mundial, perpétuo e livre de royalties para criar produtos compatíveis com o padrão.