O que é o formato OFX e por que ele importa na conciliação bancária

Entenda o que é o arquivo OFX, como ele estrutura as transações de um extrato e por que virou o padrão para importar movimentações em sistemas contábeis e ERPs.

Atualizado em 30/06/2026 · 7 min de leitura

O que significa OFX

OFX é a sigla de Open Financial Exchange, um formato aberto criado em 1997 por Microsoft, Intuit e CheckFree para padronizar a troca de dados financeiros entre bancos e softwares. Em vez de cada instituição inventar o próprio layout, o OFX define uma estrutura única para representar contas, períodos e lançamentos.

Na prática, um arquivo OFX é um documento de texto com marcações parecidas com HTML. Cada transação fica dentro de uma etiqueta <STMTTRN> que guarda o tipo (crédito ou débito), a data, o valor, um identificador único e o histórico. É justamente essa padronização que permite a um sistema de contabilidade ler o extrato do Itaú, do Nubank ou do Sicoob da mesma maneira.

Como o OFX organiza um extrato

Um OFX típico tem três blocos de informação:

  • Cabeçalho — versão do formato, codificação e tipo de resposta.
  • Dados da conta — banco (BANKID), número da conta (ACCTID), tipo de conta e moeda (geralmente BRL).
  • Período e lançamentos — data inicial (DTSTART), data final (DTEND) e a lista de transações.

Cada lançamento traz um FITID, um identificador único que evita que a mesma transação seja importada duas vezes. Esse detalhe é o que torna o OFX confiável para conciliação: ao reimportar um extrato sobreposto, o sistema reconhece o que já existe e só adiciona o que é novo.

OFX 1.0 (SGML) e OFX 2.0 (XML)

Existem duas gerações do formato. O OFX 1.0 usa SGML, com etiquetas que muitas vezes não são fechadas — é o dialeto mais aceito por bancos e softwares brasileiros. O OFX 2.0 é XML puro, mais rígido, porém menos comum no Brasil.

Por compatibilidade, a maioria das ferramentas de conciliação ainda espera OFX 1.0. Por isso o nosso conversor gera exatamente esse dialeto: um SGML limpo que importa sem reclamação no Conta Azul, Bling, Omie, QuickBooks e na maioria dos ERPs nacionais.

Por que o OFX importa para quem concilia

Conciliar é confrontar o que o sistema registrou com o que de fato entrou e saiu da conta bancária. Fazer isso digitando lançamento por lançamento é lento e cheio de erros. Com OFX, o extrato inteiro entra de uma vez, já classificado em crédito e débito, com data e valor padronizados.

O ganho é direto: menos retrabalho no fechamento mensal, menos divergências por digitação e um histórico íntegro que pode ser auditado. Para contadores que atendem dezenas de clientes, transformar PDFs em OFX é o que viabiliza fechar o mês dentro do prazo.

Se o seu banco não oferece exportação em OFX — só o PDF do extrato —, dá para gerar o arquivo a partir do PDF usando o nosso conversor de extrato para OFX.

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